A greve dos rodoviários incentivada pelo Sindicato da Empresas de transporte (SET) poderá se transformar no grande trunfo dos adversários do prefeito Eduardo Braide (PSD) na sucessão de 2024. Em de três anos de mandato a população se ver impedida no seu direito de ir vir pela terceira vez sem que a Prefeitura de São Luís aponte para uma solução do problema, que além de causar transtornos aos usuários do transporte coletivo, provoca prejuízos à economia da cidade. A julgar pelos discursos de prováveis adversários em 2024, os movimentos grevistas que marcam a atual gestão serão largamente explorados.

Na terça-feira a população mais uma vez foi surpreendida com a paralização de motoristas e cobradores, quando cerca de setecentos mil usuários ficaram prejudicados, o que colocou o prefeito no centro de um tiroteio de deputados e vereadores e até de líderes comunitários sensibilizados com falta de atitude da gestão Braide em evitar o enorme transtorno. Enquanto o prefeito vive num cabo de guerra com os empresários, os que mais precisam é quem padece.

Durante a campanha, o prefeito prometeu uma série de benefício que tornariam o transporte público da cidade exemplo para o país, porém, o que se ver hoje é um sistema praticamente falido, terminais sem manutenção e onibus sucateado rodando, fruto da ganância dos empresários e da inércia do chefe do Executivo. A administração municipal poderia pressionar por meios judiciais os gananciosos empresários via judicial a cumprirem os acordo firmados em greve anteriores de melhorar a qualidade da frota e prestar um serviços de qualidade sem precisar submeter a população a tamanho transtornos.

Essa é terceira greve, sendo que na anterior ficou acertado que a prefeituras usaria o dinheiro do contribuinte para subsidiar o custo do transporte, mas deixou de fazer a transferência alegando que os empresários não cumpriram o acordo de melhorias a qualidade da frota. E fez isso sem levar em consideração a questão dos usuários, os principais prejudicados com o cruzamento de braços da classe.

E essa falta de capacidade do prefeito em discutir e encontrar solução para este grave problema em ano véspera de eleição, quando estará em jogo a aprovação de sua gestão, as greves que marcam a administração Braide, provavelmente serão lembradas, cobradas e exploradas ao longo da campanha. Os discursos que estão acontecendo agora é apenas uma pequena amostra do que vem pela frente.

Braide que se prepare para explicar tanto sofrimento imposto à população que depende do transporte público para ter garantido seu direito de ir e vir. O prefeito, sem dúvida, é o grande responsável pela situação caótica que cidade está vivendo desde a terça-feira e sem previsão para voltar à normalidade.

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