Depois de não comentar e adotar um silêncio sepulcral no caso envolvendo os deputados Márcio Jerry (PCdoB-MA) e Júlia Zanatta (PL-SC), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB), promete levar ao CNJ e MPF desembargador por discriminação.

“Precisamos de uma Justiça antirracista no Brasil. E por isso vamos enviar ao CNJ e ao MPF o caso do desembargador que propagou que um Estado tem “nível cultural superior” a outras regiões, em abordagem discriminatória. Consideramos que a conduta pode ser enquadrada na Lei 7716/89″, afirmou Flávio Dino, neste sábado (15), nas redes sociais.

Dino se referiu ao episódio envolvendo o desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), Mário Helton Jorge, que na última quinta-feira (13), durante sessão realizada, afirmou que o Paraná “tem nível cultural superior ao Norte e ao Nordeste” e que também não possui o “jogo político dos outros estados”.

Ao comentar sobre a Operação Lava Jato, o desembargador deixou escapar uma frase preconceituosa e desnecessária.

“Porque é uma roubalheira generalizada. E isso no Paraná, que é um estado que tem um nível cultural superior ao Norte do país, ao Nordeste, etc. É um país que não tem esse jogo político dos outros estados. Aqui no Paraná, é uma vergonha (Sic)”, afirmou.

Após a repercussão negativa, o desembargador Mário Helton Jorge tentou se justificar, afirmando que não teve a intenção de discriminar ninguém.

“Não houve intenção de menosprezar ou estabelecer comparação de cunho preconceituoso contra qualquer pessoa, instituição ou região. O magistrado lamenta o ocorrido e pediu sinceras desculpas pelo comentário”, diz trecho da nota divulgada pelo TJ-PR.

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