O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB), esteve presente na Câmara Federal para participar de uma audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, onde prestaria esclarecimentos sobre três assuntos: as mudanças na política de controle de armas do Governo Federal; as ações adotadas em relação aos ataques extremistas ocorridos em 8 de janeiro, em Brasília; e a visita que fez ao Complexo da Maré em 13 de março.

No entanto, uma série de confusões, envolvendo deputados da base do Governo Lula e Oposição, acabou marcando a audiência que não foi concluída.

O presidente da comissão, deputado Sanderson (PL-RS), chegou a gritar para tentar acalmar os ânimos.

“Senhores deputados e deputadas, vamos mostrar minimamente a educação. Vou ser obrigado a usar o regimento e pedir aos deputados que se retirem, independente de ser direita ou esquerda, isso está muito claro no regimento”, disse aos gritos.

O deputado Duarte Júnior (PSB-MA) foi um dos parlamentares repreendidos e ameaçado de expulsão da audiência pelo seu comportamento. O maranhense, que tentou blindar Dino, disse que foi ofendido pela deputada Carlas Zambelli (PL-SP) e afirmou que levará o caso a Comissão de Ética.

A situação ficou tão tensa que foi necessário a Polícia Legislativa precisou ser chamada para evitar que deputados chegassem as vias de fato.

Flávio Dino responsabilizou “deputados extremistas” pela confusão e fez uma ilação sobre o controle de armas com a bagunça verificada no lamentável episódio.

“Infelizmente deputados extremistas adotaram uma sequência de atitudes ameaçadoras, ofensivas e agressivas, impedindo a realização de audiência na Comissão de Segurança Pública da Câmara. Considero um desrespeito ao povo brasileiro e ao próprio Poder Legislativo. A lamentável confusão na Comissão de Segurança Pública da Câmara envolveu palavras impublicáveis, ameaças, agressões e ofensas. Tais atitudes reforçam a necessidade do controle de armas. Imaginem essa gente com arma na mão, sem estabilidade emocional. Um perigo para a sociedade”, afirmou Dino.

O presidente da Comissão de Segurança encerrou a sessão afirmando que outra data seria remarcada, mas os deputados oposicionistas entoaram gritos de “fujão” para Flávio Dino.

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