Durante a sessão desta terça-feira (31), o deputado estadual Carlos Lula (PSB) repercutiu a morte do líder quilombola José Alberto Moreno Mendes, de 47 anos, mais conhecido como Doka.

O líder da comunidade Jaibara dos Rodrigues, na zona rural de Itapecuru-Mirim, foi morto com cinco tiros, na última sexta-feira (27), após ter sido abordado por dois homens em uma motocicleta.

“Essa questão é muito preocupante, não podemos permitir que o conflito fundiário, que a expansão do agronegócio no estado traga junto esse tipo de atitude. Ainda não temos a confirmação da razão, mas solicitamos ao Governo do Estado do Maranhão que possa fazer a investigação, de maneira ágil, de maneira rápida, para que possa ser elucidada a razão de mais esse assassinato”, alertou Carlos Lula.

Segundo dados da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras do Estado do Maranhão (FETAEMA), José Alberto é o décimo quilombola assassinado no Maranhão entre 2020 e 2023. Até o momento, nenhum dos casos teve elucidação ou identificação dos mandantes ou dos executores.

“É possível a gente sobreviver com a expansão do agronegócio, mas também com a agricultura familiar, sem que haja a morte de posseiros no campo, sem que haja a morte de gente pobre no campo. Precisamos tomar atitudes mais enérgicas para dizer um basta a esse tipo de atitude que tem acontecido no Maranhão nos últimos anos”, pontuou o parlamentar.

Na tribuna, Carlos Lula destacou também as indicações feitas à Prefeitura de São Luís e ao Governo do Estado, onde solicita a gratuidade da tarifa de transporte público para os candidatos do Exame Nacional de Ensino Médio (ENEM) nos dias de realização das provas, 5 e 12 de novembro.

“Gostaria de parabenizar o prefeito Eduardo Braide, que já responde a nossa Indicação, anunciando a gratuidade do transporte coletivo na capital nos próximos dois domingos, dias em que as provas do ENEM serão realizadas. Agora, faço um apelo ao Governo do Estado do Maranhão para que o nosso transporte intermunicipal também possa ser gratuito nesses dias. É um cuidado necessário, um cuidado, sobretudo, com a população mais pobre que vai se deslocar para realizar prova nos próximos dias”, pontuou o deputado estadual.

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